Delegado-geral imprime novo ritmo à polícia
Será um risco para delegados e policiais não dar expediente ou cochilar no serviço. O delegado-geral Newton Rocha, que tomou posse na semana passada, está fazendo visitas surpresas a delegacias - atitude que ele pretende repetir em todo o seu mandato. Já nos primeiros dias de trabalho, ele deu incertas: em União da Vitória, encontrou o delegado de calção em pleno expediente. Em Palmeira, Rocha foi obrigado a ligar para a casa do delegado e chamá-lo ao trabalho.
Numa visita feita à Folha ontem, o delegado-geral disse que o método é uma forma de ver a realidade. Se a gente avisa sobre a visita, eles arrumam a delegacia, afirmou, após confirmar, não sem um riso, que havia encontrado os policiais desprevenidos.
Padrinho do delegado, o deputado Anibal Khury, presidente da Assembléia Legislativa, já classificou o estilo do novo delegado-geral. O Newton Rocha está imprimindo o estilo de Manoel Ribas. O interventor levantava cedo, visitava as repartições públicas e demitia quem não estivesse dando expediente. Rocha, porém, ainda não demitiu.
Dizendo-se comprometido em mudar a imagem da instituição, Rocha voltou a afirmar que vai aumentar as responsabilidades dos Distritos Policiais. Para ele, os distritos terão papel fundamental na reestruturação da polícia. Outro departamento de peso nas mudanças, segundo Rocha, será a Escola de Polícia.
Nela, o novo diretor, Adauto de Oliveira, ex-chefe do Grupo Fera, pretende criar o Curso Superior de Polícia, curso pelo qual delegados - mesmo os apadrinhados - devem passar para obter promoções. Servirá, conforme Rocha, como forma de reciclagem. Precisamos de motivação. Até hoje, segundo ele, não havia justificativas para a evolução, a não ser os apadrinhamentos.
Rocha também anunciou novas mudanças. Para o lugar de Adauto, no Grupo Fera, foi nomeado o delegado Jorge Ferreira, da Divisão da Capital. O delegado Ricardo Kepps de Noronha, que chefiava o Cope e disputou a vaga para delegado-geral, assume a Divisão de Segurança e Informações, antigo posto de Rocha. No Cope, assume Mário Ramos, que era delegado-adjunto nesta mesma delegacia.
Na Divisão de Investigações Criminais assume Marco Antonio Lagana, que trabalhava na Divisão Policial da Capital. O delegado Clóvis Galvão, do Funrespol, passa a chefiar a Divisão Policial da Capital.





