A expectativa na Polícia Civil do Paraná é que haverá troca de pelo menos 90% dos 13 delegados divisionais e dos três chefes de institutos policiais, que exercem cargos de confiança no Conselho da Polícia Civil, após a posse do novo delegado-geral, Newton Tadeu Rocha. A solenidade acontece hoje, às 10 horas, no auditório do Edifício Castelo Branco, em Curitiba.
A mudança dos delegados e diretores é encarada como de rotina e ocorre a cada troca de delegado-geral. À boca pequena comenta-se, no entanto, que Rocha poderá encontrar entraves políticos para remover alguns delegados, que se mostrariam descontentes com a perda do mandato. Depois de obter o cargo numa acirrada disputa política, o novo delegado-geral terá de equilibrar seu bastão na hora dos cortes para não criar atritos apenas horas depois da posse.
Com 14 anos de polícia e sem vínculos com grupos policiais, Rocha tem independência para conquistar avanços para a Polícia Civil. Até mesmo o delegado do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Ricardo Kepps de Noronha, que disputou a vaga com Rocha, acredita que o novo delegado-geral trará melhorias. ‘‘É um homem inteligente, jovem e tem bom currículo’’, disse.
O delegado Adauto de Oliveira, chefe do Grupo Fera, assim como Rubens Recalcatti, da delegacia de Almirante Tamandaré, disseram ter grandes esperanças na nova administração. ‘‘É um delegado de boas qualidades, tanto operacional quanto administrativo’’, disse Recalcatti. ‘‘Onde passa, Rocha sempre dá uma melhorada’’, afirmou Adauto. ‘‘Foi assim na Anti-Tóxicos, onde criou o Centro Anti-Tóxicos de Prevenção e Educação.’’
Apesar dos elogios, Rocha terá trabalho para apaziguar uma ala da Polícia Civil. Assim como se dizia antes da indicação e se repete agora, o novo delegado-geral teria pouca ligação com os policiais rasos, da linha de frente da polícia. Ele seria mais administrativo do que operacional, o que poderia dificultar sua administração. Verdade ou não, aí pode estar a semente de um novo racha na polícia.

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