Delegado geral da PC diz que só a verdade interessa
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quinta-feira, 16 de outubro de 1997
Valmir Denardin Foz do Iguaçu 
O delegado geral da Polícia Civil no Paraná, Artur Oscar Braga, disse ontem que a instituição quer esclarecer com transparência as circunstâncias da operação policial que resultou na morte dos quatro rapazes na favela de Foz do Iguaçu. A nós o que interessa é a verdade, afirmou ontem, em Foz, ao participar de encontro do Conselho de Segurança do Codesul.
No início da semana, Braga enviou a Foz do Iguaçu o delegado Clóvis Galvão, corregedor da Polícia para a região Oeste do Estado. Galvão está acompanhando as investigações da própria polícia e do Ministério Público sobre o caso e vai elaborar um relatório para apontar se houve ou não excessos da polícia.
Segundo Braga, esse relatório ficará pronto até a próxima terça-feira e será avaliado em reunião do Conselho da Polícia Civil. Se houve excesso, os policiais serão punidos, até mesmo com demissão, prometeu.
O deputado federal paranaense Padre Roque Zimmermann (PT), integrante da Comissão Especial da Câmara Contra a Violência e a Prostituição Infantil, anunciou hoje à Folha que o organismo cobrará rigor na punição dos policiais. Ele afirmou não ter dúvidas de que os quatro rapazes foram vítimas de uma chacina.
Anteontem, o deputado entregou ao ministro da Justiça, Íris Rezende, o relatório elaborado pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Foz do Iguaçu, que reúne relatos de testemunhas e parentes das vítimas - todos confirmando que os rapazes teriam sido executados sem reação. Segundo Padre Roque, o ministro determinou que a Secretaria Nacional de Direitos Humanos acompanhe a apuração do caso.


