O delegado-operacional do 1º Distrito Policial, Sérgio Luiz Barroso, responsável pela operação ontem no Camelódromo, afirmou que esta não será a única apreensão de mercadorias piratas em Londrina. ''Agora que alguém fez a representação, vamos fazer tudo ao nosso alcance para coibir esse tipo de crime na cidade'', garantiu. ''As apreensões vão continuar, inclusive naqueles boxes que não conseguimos vistoriar hoje (ontem)'', acrescentou.
Para o delegado-operacional, a Polícia não poderia deixar de agir depois que a queixa-crime foi apresentada. ''Até agora, o comércio de CDs piratas foi suportado porque ninguém antes havia feito uma representação contra isso'', afirmou. ''A partir do momento em que foi feita, não podemos deixar de agir porque seríamos nós a cometer o crime de prevaricação (cometido por funcionário público que não cumpre ou retarda ato de ofício)'', acrescentou Barroso.
Questionado sobre a época em que foi desencadeada a operação próximo ao Natal, o que prejudicaria ainda mais os camelôs, e à mudança para o Shopping Popular , o delegado disse apenas que houve ''coincidência''. Segundo ele, a Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos do Brasil (Apbif) fez a queixa-crime no dia 5 de novembro.
''Nós pedimos, então, à Justiça um mandado de busca e apreensão para podermos agir. No dia 20 de novembro, o Ministério Público deu parecer contrário, alegando que o local era público e aberto ao público e, portanto, não precisava de mandado. Tomamos ciência desse parecer apenas na semana passada e marcamos para hoje (ontem) a operação por uma questão de logística'', argumentou. Segundo ele, a ação não poderia mais ser protelada.
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina, tenente-coronel Rubens Guimarães de Souza, disse que vai investigar se houve abuso do parte dos PMs que participaram da operação. De acordo com ele, será realizada hoje uma reunião com os comandantes das companhias e pelotões do 5º BPM para discutir as formas de abordagem à população.
''Vou conversar mais uma vez para marcar a diferença entre a abordagem policial ao cidadão comum e a abordagem em um local onde se há certeza de bandidos'', afirmou. Segundo o comandante, se conversas não resolverem o problema, medidas mais drásticas poderão ser tomadas. Ele, porém, não especifiou quais medidas seriam.

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