Delegado garante que cidade não tem grupo de extermínio
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de março de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O delegado-chefe da 10Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, afirmou ontem, baseado em inquéritos policiais, que não existem grupos de extermínio ou de morte no município. Para ele, os homicídios em Londrina são atos vingativos (acerto de contas) motivados por desavenças entre criminosos ''amigos'' ou de grupos rivais.
O temor de que estes grupos estariam agindo surgiu durante esta semana, depois de uma declaração feita pelo perito criminal do Instituto de Criminalística, Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho. Baseado nas características do crimes e na existência de armas usadas em mais de uma morte, o perito afirmou que as execuções estavam acontecendo a mando de traficantes, que se valem do medo para manter o domínio.
''Para mim, grupos de extermínio foram o esquadrão da morte e os justiceiros que atuaram em São Paulo nas décadas de 70 e 80'', apontou o delegado. ''Pode até ser que um determinado grupo de marginais tenha se reunido para matar um desafeto mas não para matarem outras pessoas'', completou. Ele explicou que a existência dessas facções criminosas pressupõe uma organização direcionada exclusivamente para o ''fim específico de matar'', onde os integrantes não têm qualquer tipo de ligação com a vítima.
André também rebateu o argumento do perito de que uma mesma arma teria sido usada para matar mais de uma pessoa. Conforme o delegado, as armas ''circulam'' entre os marginais. ''É uma forma deles dificultarem a materialidade do crime pela polícia'', destacou.
O delegado adiantou que, nos próximos dias, deverá enviar um ofício à chefia do Instituto de Criminalística solicitando o envio de cópias dos laudos relativos aos casos de homícidios. Seu objetivo é buscar uma comprovação de que existem provas suficientes que indiquem a existência de grupos de morte.


