Joaquim Távora O delegado de Joaquim Távora (53 km ao sul de Jacarezinho), Júlio César de Souza, desativou a carceragem das delegacias de Guapirama e Quatiguá (ambas no Norte Pioneiro). A medida provocou a transferência dos presos para a delegacia de Joaquim Távora, que ficou superlotada. Souza argumentou que não tem pessoal suficiente para manter o funcionamento adequado das unidades. A medida é criticada pelos moradores.
O prédio da delegacia de Guapirama está fechado e um funcionário cedido pela prefeitura atende as ocorrências como escrivão no destacamento da Polícia Militar. Em Quatiguá, um escrivão da Polícia Civil realiza o trabalho com equipamento reduzido e em expediente comercial. Souza estima que seriam necessárias á contratação de, pelo menos, nove policiais para atender os três municípios.
A cadeia de Joaquim Távora tem capacidade para oito detentos, mas abriga 13. O delegado reclama, ainda, que deste total nove já foram condenados e deveriam cumprir penas em penitenciárias estaduais, alguns aguardando a transferência há dois anos. Souza disse que não teve alternativa.
O prefeito de Guapirama, Sérgio Chaek (PSL), disse que o fechamento da delegacia é um desrespeito ao cidadão e comenta que a medida provoca um prejuízo moral à população. A costureira Edna Tobias Dutra também critica o fechamento. Para ela, a delegacia fechada provoca uma sensação de insegurança.
O delegado-geral da Polícia Civil do Estado, Adauto Abreu de Oliveira, afirmou que o problema nas cidades que não são sedes de comarca será resolvido com a utilização do efetivo da Polícia Militar. Ele disse que a PM vai ocupar o espaço deixado pelos funcionários municipais conhecidos como ''calça-curta'' nos municípios menores.
De acordo com ele, todas as sedes de comarca terão equipes completas com delegado de carreira, escrivão e investigadores. O delegado-geral afirmou que, nos municípios menores, o governo irá desocupar as delegacias em que os prédios utilizados não são próprios. Nesses, a delegacia será cedida à equipe da PM.

mockup