Delegado espera laudo de necrópsia
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terça-feira, 11 de novembro de 2003
Candice Dequech<br>Equipe da Folha 
Curitiba O delegado Armando de Moraes, da Delegacia de Homicídios, depende de um laudo de necrópsia do Instituto Médico-Legal (IML) para apurar a morte da arquiteta Marilu Leonardelli Guavaski, 29 anos, supostamente vítima de picada de aranha marrom. O laudo deve demorar cerca de dez dias para ficar pronto. ''Não temos documentos que provem que a morte foi decorrente de picada de aranha marrom para direcionarmos as investigações nos hospitais onde ela esteve'', disse Moraes.
Marilu morreu na última sexta-feira e foi enterrada na manhã de anteontem, no Cemitério Água Verde. Segundo o noivo da arquiteta, o analista de sistemas Sandro Stadler, Marilu morreu em decorrência de uma infecção generalizada. ''A única coisa que queremos é que seja feita Justiça'', disse.
Marilu passou sete dias em busca de tratamento médico adequado. ''Só depois que o quadro dela já estava muito avançado ela já não estava mais urinando nem conseguindo andar direito foi que deram o diagnóstico correto e encaminharam para internamento'', acusa Stadler. Desde que a arquiteta começou a sentir os sintomas, no dia dia 27 de outubro, até o dia em que morreu, a arquiteta passou pelo Hospital Cajuru, pelo Postos de Saúdes Ouvidor Pardinho, Boa Vista, Campo Comprido e pelo Hospital Evangélico, onde esteve internada na UTI por cerca de cinco dias.
A assessoria do Cajuru informou ontem que a paciente não foi diagnosticada de forma errada. Segundo o hospital, o quadro dela, segundo os sintomas relatados (febre, náuseas, vômitos e íngua) e exames realizados, era de uma leve infecção alimentar, motivo pelo qual ela não teria sido internada.
A assessoria do hospital informou ainda, que entrou em contato com um médico do Hospital Evangélico e que este teria informado que a paciente era portadora de uma doença rara, passível de diagnóstico apenas em estado grave, chamada síndrome do choque tóxico. O Cajuru ainda informou que o Hospital Evangélico havia descartado a hipótese da arquiteta ter sido vítima de picada de aranha marrom.
A Folha entrou em contato com o Hospital Evangélico e foi informada que a instituição só deve se pronunciar depois de concluído o aludo de necrópsia do IML, que vai comprovar a causa da morte.
A família da arquiteta deve se reunir hoje pela manhã com um advogado para discutir como deverá proceder.


