Curitiba O governador Roberto Requião (PMDB) chamou ontem o delegado Wallace Mamede de Castro, da Delegacia Antitóxicos, de ''porra-louca'' e ''desequilibrado''. Castro, afastado ontem de sua função por determinação do governador, está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil por suspeita de abuso de autoridade. Ele ficará afastado até a conclusão da investigação.
O delegado se envolveu num acidente de trânsito na Área Central de Curitiba na semana passada, quando seu carro e um ônibus colidiram. Testemunhas apontaram que, após a batida, Castro ameaçou o motorista do ônibus com um revólver e o prendeu. Outro motorista da mesma empresa, que foi ao local do acidente para pegar os passageiros, foi algemado e preso por suposto desacato à autoridade.
As críticas de Requião foram disparadas durante uma cerimônia de entrega de 91 viaturas e 106 motos para as polícias Militar, Civil, Instituto de Criminalística e Corpo de Bombeiros. Desta frota, 42 viaturas e 71 motos serão destinadas ao Projeto Povo que, a partir de agora, atenderá os 75 bairros de Curitiba.
O governador afirmou também que percebeu ''uma certa leniência'' da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) no momento de decidir que procedimento deveria ser tomado para apurar a responsabilidade do delegado.
O responsável pela pasta, Luiz Fernando Delazari, informou por meio de sua assessoria que não iria se pronunciar sobre as declarações de Requião. Procurado pela Folha, Castro afirmou que não está autorizado a falar com a imprensa. A Corregedoria deve apresentar parecer sobre o caso até o final de novembro. Caso seja aberto processo disciplinar no Conselho da Polícia Civil, o delegado poderá ser desligado da corporação.

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