O delegado de Polícia de Capanema (112 km a oeste de Francisco Beltrão) Rubens Lachowski, 29 anos, foi preso ontem. Lachowski e o investigador José Carlos de Souza tiveram prisão preventiva decretada, sob acusação de crimes contra menores, de abuso sexual, estupro e fornecimento de drogas. O delegado foi transferido inicialmente para Francisco Beltrão, e depois para Curitiba, e o investigador está foragido.
A prisão do delegado e do investigador foi pedida pelos promotores de Justiça Aline B. Bahr e Jorge Cézar de Assis, e determinada pelo juiz Maurício Geron, da área criminal da Comarca de Capanema.
Havia tensão na madrugada de ontem, quando chegaram a cidade policiais civis de Francisco Beltrão para o cumprimento da ordem de prisão. O juiz Maurício Geron, os dois promotores e seus parentes estão sob proteção policial. O promotor Jorge de Assis disse que sofreu ameaça de morte. O juiz e os dois promotores tiveram que deixar suas casas na madrugada de ontem sob proteção policial devido a ameaças.
Eles haviam tomado conhecimento de acusações contra os dois policiais há algum tempo, mas apenas no início da semana elas se tornaram consistentes, permitindo a denúncia e a decretação da prisão.
O investigador José Carlos de Souza, que está foragido é acusado de abusar sexualmente de menores dentro da própria Delegacia de Capanema. Ainda segundo as denúncias, dali também faria distribuição de maconha e bebidas alcoólicas.
O delegado Rubens Lachowski, que estava há cerca de 1 ano na cidade, foi denunciado pelo estupro de uma menor, de 14 anos, em um motel da cidade, e também por fornecer bebida alcoólica a menores.
Segundo a promotora Aline Bahr, no caso do estupro, ele é classificado como ‘‘presumido’’ pelo Código Penal, pois mesmo que a menina não tenha resistido, legalmente ela não poderia consentir com o ato, por sua faixa etária. A identidade de todos os menores envolvidos no caso está sendo preservada.
Os promotores obtiveram relatos deles e de seus familiares, além de denúncias feitas pelos integrantes do Conselho Tutelar, para embasar os pedidos de prisão.
Casado e pai de duas filhas, o delegado Rubens Lachuvski é tido pela mulher, Cristiane Cima, como um bom marido. ‘‘Estou surpresa com essa denúncia, já que ele nunca demonstrou, a mim, ter este tipo de comportamento’’, afirmou. Ele disse à mulher que vai provar sua inocência. Segundo Cristiane, seu marido afirmou estar ‘‘mexendo com interesses de poderosos’’ ao investigar pessoas influentes na cidade.

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