Delegado e comandante rebatem críticas sobre falta de segurança
Lúcio Horta
A polêmica sobre a onda assaltos na cidade não foi esquecida nem mesmo durante a formatura de policiais do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina, ontem de manhã. Ao final da cerimônia, o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes, rebateu as críticas feitas a ele por vereadores durante a sessão de quinta-feira. Na ocasião, o vereador Célio Guergoletto (PMDB) criticou a atuação de Wanderci e do Comandante do 5º BPM, tenente-coronel Silvio Mazalotti. E afirmou que o delegado-chefe da Polícia Civil é mais visto em solenidades promovidas pela prefeitura do que nos locais onde a violência ocorre.
Em dois anos que estou à frente da polícia em Londrina, ele (Guergoletto) só compareceu à 10ª SDP uma vez. E foi para vender uma rifa do LEC (Londrina Esporte Clube, cujo vereador é dirigente), disse o delegado. Então ele não tem conhecimento de causa.
Sobre o fato de ser sempre visto em solenidades, Wanderci lembrou que é uma autoridade. E acrescentou que existem 17 delegacias subordinadas à 10ª SDP e que, por isso, não pode estar sempre na rua - com um revólver na mão, como sugeriu o vereador - cuidando de todos os casos da cidade. Temos os delegados-auxiliares, que têm obrigação de estar na rua fazendo esse serviço, defendeu. Para Wanderci, o número de assaltos na cidade merece atenção, mas o problema não é apenas de Londrina.
O vereador Guergoletto reafirmou ontem as críticas e disse que não é preciso ir até a delegacia para conhecer os problemas da segurança na Cidade. Os assaltos estão ocorrendo à luz do dia, disse o vereador. O delegado deveria mostrar serviço, buscando recursos junto ao governo do Estado para aparelhar melhor a polícia.
O comandante Silvio Mazalotti comentou as críticas feitas por Guergoletto, dizendo que a preocupação do vereador é natural. Hoje o problema é nacional. E Londrina tem mantido a mesma média de assaltos dos últimos anos, diz.
Mazalotti disse que a PM tem feito prisões diárias e que o policiamento ostensivo tem dado resultado. Lembrou que tem muito menor entrando no crime e que eles são detidos, ficam presos um tempo e depois acabam liberados. E a reincidência desses menores tem sido constante, afirma.
Para melhorar a situação, o comandante disse também que em julho pretende incrementar o programa Polícia Comunitária, que funciona experimentalmente em parte da zona sul. Todo efetivo do batalhão estará envolvido neste trabalho, que já apresentou bons resultados onde foi implantado. Queremos deixar a polícia mais próxima da população.
O comandante lembrou também projeto de reestruturação da PM no Estado, que prevê, entre outras coisas, o desmembramento do Batalhão de Trânsito. A expectativa é que o 5º BPM fique com 1.007 homens, todos trabalhando no policiamento ostensivo, e o Trânsito tenha outros 300 policiais.
Atualmente, o 5º BPM conta com 940 homens no total, incluindo o pessoal do trânsito. O comandante aponta que o projeto já está com o governador Jaime Lerner (PFL), que deverá encaminhá-lo para aprovação da Assembléia Legislativa.
O prefeito Antonio Belinati, presente na cerimônia, lembrou que o problema da segurança é complexo, envolve a situação social do País, e às vezes não adianta apenas equipar e aumentar o contingente policial nas ruas.





