Delegado do MEC critica posição dos professores
O delegado do Ministério de Educação e do Desporto (MEC) no Paraná, Altevir Rocha de Andrade, disse ontem em Curitibaser solidário à luta salarial dos professores da UFPR. Entretanto, disse não concordar com o repúdio da categoria ao Programa de Incentivo à Docência criado pelo governo federal.
Andrade disse que é preciso separar a luta salarial desse programa que tem o objetivo de premiar os mais capacitados e acabar com quaisquer outros critérios para concessão de benefícios, disse. Segundo o delegado do MEC, a distribuição das vagas serão definidos pelos departamentos e Conselhos Universitários, e o Ministério não deve se envolver nisso.
Quanto à possibilidade de greve, ele disse que se fosse para atingir o governo, deveria ocorrer nas férias, e agora quem vai sair perdendo são os alunos.
Andrade aproveitou para negar as acusações do reitor da UFPR, José Henrique de Faria, de que o governo federal estaria promovendo o desmanche do ensino público de terceiro grau. Para provar que isso não está acontecendo, ele citou o aumento de recursos para o ensino superior em 1998: R$ 4,2 bilhões, contra R$ 1,16 bilhão em 1997. Outro exemplo citado pelo delegado do MEC é a promoção de concurso para o preenchimento de mais de 100 vagas.





