Mauricio Della Barba
De Londrina
Há três dias em Londrina, os seis integrantes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) estão ‘‘estudando’’ os crimes da cidade. ‘‘Temos um plano de atuação, mas não podemos revelar para não atrapalhar as investigações’’, justificou o delegado do Cope, Lanevilton Teodoro Moreira.
Os policiais do Cope de Curitiba, um delegado e mais cinco investigadores, foram enviados para Londrina, por determinação do secretário de Estado de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, para ajudar a solucionar os casos mais graves ocorridos nas últimas semanas no município.
‘‘Não viemos para resolver o problema de criminalidade em Londrina. Seis homens em uma cidade com mais de 400 mil habitantes é quase nada’’, afirmou Moreira. Para o delegado do Cope, o aumento no número de crimes ocorridos nas últimas semanas na cidade não passa de uma ‘‘coincidência’’. ‘‘O problema da criminalidade não pode ser só cobrado da Polícia. Nós apenas tratamos das consequências e não das causas’’, justificou.
O grupo do Cope não tem data para voltar a Curitiba e, segundo Moreira, não sofre pressão do governo para que apresente respostas imediatas ou efetive prisões. Os policiais permanecem à disposição do delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes. ‘‘Somos essencialmente uma unidade de auxílio. Vamos atuar onde o delegado-chefe nos designar’’, esclareceu. Apesar desta dependência, Moreira diz que o Cope tem toda autonomia para investigar outros casos. ‘‘Estamos aqui à disposição, mas temos toda a liberdade para trabalhar em qualquer caso’’, complementou.
As investigações do Cope estão centralizadas principalmente no caso do assalto à empresa Proforte Transporte de Valores, ocorrido no começo deste mês, quando cerca de 15 homens levaram mais de R$ 3,2 milhões. ‘‘O caso da Proforte ainda não foi solucionado e por isso fomos designados para investigar. De acordo com o que nos foi passado, os outros crimes da cidade, como homicídios e latrocínios, já foram resolvidos’’, disse Moreira.
No sábado passado, o Cope conseguiu prender dois dos assaltantes da Proforte. Segundo Moreira, o caso fica mais complicado agora, pois com a divisão do dinheiro do roubo, a facilidade de movimentação dos assaltantes é maior. ‘‘Estamos na pista. Pode demorar, mas uma hora eles acabam aparecendo’’, diz Moreira.

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