Delegado do Cope critica atuação da PM
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de novembro de 2004
Adriana De Cunto<br> Equipe da Folha 
Curitiba O assalto, anteontem, sofrido pela equipe da Proforte S.A Transporte de Valores pode detonar uma crise entre as polícias Civil e Militar do Paraná. É que o delegado Marco Antonio de Gois Alves, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), divisão da Polícia Civil (PC), fez duras críticas aos militares que chegaram primeiro ao local do assalto, no Jardim das Américas, em Curitiba. As falhas atribuídas à PM levaram a investigação ao ponto zero, disse Alves.
Anteontem, uma equipe da Proforte que recolhia malotes de dinheiro de um banco foi surpreendida por uma quadrilha. Um malote com R$ 135 mil (segundo a Proforte) foi roubado. Um segurança da empresa foi morto e duas pessoas ficaram feridas.
Segundo Alves, os PMs não preservaram o local do crime até a chegada do Cope e permitiram que um transeunte levasse um malote e uma arma para dentro do banco. ''Prejudicaram a perícia, recolheram armas, projéteis.'' Ele afirmou ainda que uma das armas deixadas pelos bandidos desapareceu e critica o fato da PM ter levado os dois suspeitos para o quartel ao invés de encaminhá-los para o Cope. ''Não sei se eles (PM) querem holofote ou é resquício de 64.''
Alves disse que a participação dos suspeitos Claudinei Ribeiro da Silva, 34 anos, e Reginaldo Lopes de Andrade, 27 é duvidosa. Eles estão detidos no Cope por receptação, já que estavam com celulares roubados.
Claudinei e Reginaldo disseram à polícia que foram ao banco para depositar R$ 200,00 e deixaram o local rapidamente, em um Siena, quando perceberam o assalto. Conforme o delegado, um deles é cliente do banco e dono do Siena. E um funcionário de um posto de gasolina confirmou que trocou um cheque para os rapazes de R$ 200,00.
A Folha fez contato, duas vezes, por telefone, com a assessoria de imprensa da PM e comunicou as críticas feitas pelo delegado. Até o final da edição, não houve resposta.


