Delegado do caso Zanella vai recorrer da decisão do TJ
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sábado, 08 de fevereiro de 2003
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba O delegado Francisco José Batista da Costa vai recorrer a instâncias superiores da decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, que negou por unanimidade o recurso para ele não ir a júri popular. Francisco José era o titular do 12º Distrito Policial de Curitiba, delegacia cujos policiais são acusados de matar o estudante Rafael Zanella, em maio de 1997.
Além de Francisco, a sentença do TJ atinge o delegado Maurício Bittencourt Fowler, o superintendente Daniel Santiago Cortez e o escrivão Carlos Henrique Dias.
De acordo com o advogado de Francisco, Beno Brandão, seu cliente não está sendo acusado do crime nem da alegação que foi montada uma farsa em torno da morte do estudante, porque o delegado não estava na delegacia na noite que ocorreu o crime. A acusação que pesa sobre o delegado, segundo Brandão, é de usurpação da função pública, porque como titular teria deixado Almiro Deni Schimidt, que não pertence aos quadros da Polícia Civil, atuar em diligências como se fosse investigador. E de acordo com o processo que corre sobre o caso, Almiro foi o autor dos disparos que matou o jovem Rafael.
Outra acusação contra o delegado, segundo seu advogado, é a de que teria feito uma segunda escala de plantão daquela noite para tirar o nome de Almiro da lista. Diante desses fatos, Brandão disse que cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Os advogados dos delegados Maurício Bittencourt Fowler e Daniel Santiago Cortez foram contatados pela Folha, mas não retornaram a ligação. O advogado de Carlos Henrique Dias não foi localizado.


