Lucinéia Parra
De Maringá
O delegado-chefe da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Aprígio Paulo de Andrade Cardoso, evitou polemizar com o promotor de Justiça Edson Aparecido Cemensati que criticou a ação da Polícia Civil em relação aos desmanches de veículos. Cemensati afirma que o comando da PC de Maringá fez muito pouco para acabar com os desmanches de veículos na cidade. Ele também relata o conteúdo de uma conversa que manteve com um empresário do setor de retífica, que nos últimos anos foi obrigado a dispensar funcionários por falta de serviço. O empresário teria reclamado ao promotor da concorrência desleal com os desmanches de carros e solicitado do Ministério Público autorização para começar a trabalhar no comércio de motores de veículos furtados e roubados.
Procurado ontem pela Folha, o delegado disse que a polícia não classifica de ‘‘desmanches, as lojas de ferro-velho e peças usadas’’. Cardoso evitou retrucar as críticas e disse que é um direito da Promotoria Pública solicitar a investigação de qualquer denúncia. ‘‘Estive reunido hoje (ontem) com o prefeito, com o comando da Polícia Militar e com o diretor do Conselho Municipal de Segurança, e decidimos que vamos nos unir ainda mais para combater a criminalidade’’, disse. Segundo ele, o problema com ferros-velhos em Maringá é antigo, mas foi sanado desde que assumiu a chefia, em março do ano passado.
‘‘Nós fizemos várias prisões e apreensões de peças e acredito que hoje não existe mais, até porque nossas equipes continuam mantendo a investigação nos locais mais suspeitos. De qualquer forma vamos voltar aos antigos locais onde desbaratamos as quadrilhas e atender ao pedido da Justiça’’, disse Cardoso.

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