O delegado-adjunto da 13º Subdivisão Policial, Noel Muchinski da Motta, que está auxiliando nas investigações, disse que houve negligência por parte dos policiais que fazem a segurança no presídio. Primeiro por terem deixado as armas entrarem no presídio e chegarem nas mãos dos detentos. Segundo, entende o delegado, porque houve muita ingenuidade dos policiais ao deixarem abertas as duas portas de ferro que separam as celas da sala de entrada do Presídio Santa Maria.
As armas só podem ter entrado no presídio em uma sacola que não foi revistada, disse Muchinski da Motta. Portanto, afirma, a negligência foi um dos principais fatores que facilitou a fuga dos 45 detentos. O delegado também cita falta de estrutura da Polícia Civil em Ponta Grossa, que não possui disponibilidade de homens para reforçar a segurança no presídio. Existe a possibilidade das armar terem entrado com ajuda de policiais.
Inquérito - A 13º SDP já abriu inquérito para apurar a fuga e a morte do sargento da PM Waldemar Teodoro, de 49 anos, que estava na retaguarda do carcereiro e foi baleado quando tentava fechar um dos portões, na intenção de impedir a fuga. O sargento não usava coleta à prova de balas e morreu duas horas depois na UTI do Hospital Santa Casa.
Esse inquérito, segundo o delegado, deve ficar pronto dentro de duas semanas e vai apontar se houve mesmo negligência e se a fuga foi facilitada por alguém da segurança. Ontem a situação era tranquila no presídio. A única diferença é que, ao invés de cinco, havia seis policiais fazendo a guarda, dois civis e quatro militares. (G.F.)

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