Delegado diz que Londrina vive situação privilegiada
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sábado, 08 de junho de 2002
Telma Elorza<br>Reportagem Local 
O resultado do estudo realizado pelo coordenador do Centro de Atendimento Psicossocial da Polícia Civil, em Curitiba, surpreendeu os policiais da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina. Para eles, o índice de alcoolismo registrado entre os policiais da ativa não chega a 5%, pelo menos na cidade. Aqui, entre os cerca de 140 policiais, a gente sabe apenas de cinco casos de pessoas que tem problemas com álcool. E, mesmo esses, só bebem quando estão de folga, afirmou um investigador, que pediu para não ser identificado.
De acordo com o investigador, a maioria dos policiais londrinenses bebe apenas socialmente. Noventa por cento gosta de tomar uma cervejinha depois do expediente e pode até exagerar um pouco nos finais de semana de folga. Mas nenhum nunca veio trabalhar bêbado, garantiu. De acordo com ele, os próprios colegas ficam de olho naqueles que apresentam tendências para a bebida. Uma vez, houve até sondagens extra-oficiais sobre colegas mas não resultou em nada. Ficou comprovado que só bebiam fora do horário de serviço, afirmou.
Segundo o delegado-adjunto da 10ª SDP, Jurandir Gonçalves André, a região de Londrina é privilegiada nesse quesito. Sou delegado em Londrina há 26 anos e nunca houve um único caso de alcoolismo aqui, garantiu. De acordo com ele, se fosse detectado algum caso, seriam adotadas as providências cabíveis. Estaríamos adotando medidas na área da saúde e também administrativas, explicou.
Segundo André, pelo estatuto da Polícia Civil, o vício da embriaguez é punido com demissão se a pessoa se recusa a fazer exame clínico e tratamento. Quanto à bebida nas horas de folga, o delegado-adjunto diz que é outra conversa. O que o policial faz na hora de lazer não nos diz respeito administrativamente, apontou.


