Arquivo FolhaO delegado José Antonio Zuba de Oliva: ‘O laboratório possui as provas. Basta a Justiça pedir que será feito novo exame de DNA’O delegado do 2º Distrito Policial, José Antonio Zuba de Oliva, disse ontem à Folha que a Justiça pode dar andamento ao inquérito que apura a morte da doméstica Cleonice de Fátima Rosa. A principal suspeita do crime é a artista plástica Vanda Pepiliasco. O crime ocorreu em 10 de julho de 1993, no apartamento da família Pepiliasco. O inquérito está parado porque o Tribunal de Justiça anulou o laudo de DNA segundo o qual os cabelos encontrados nas mãos da doméstica eram da artista plástica. Motivo da anulação: o laboratório não estava credenciado pela Justiça.
Folha de Londrina - Existe possibilidade de a Justiça voltar atrás, se o laudo de DNA for validado?
Zuba - O inquérito pode voltar à pauta. Inclusive, se ficar provado que os funcionários mentiram ao dizer que as provas dos cabelos foram trocadas, basta ser solicitado novo exame de DNA.
Folha - E o credenciamento do laboratório?
Zuba - O laboratório de Belo Horizonte, Genética Médica, pode ser a qualquer hora credenciado pela Justiça. O laboratório possui as provas e contra-provas. Basta a Justiça pedir, que será feito novo exame de DNA.

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