O delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial em Londrina, Jorge Barbosa, disse ontem que Antônio Miguel Ferreira, 32 anos, o ‘‘Ferreirinha’’, não matou o empresário Júlio César Marino.
O delegado esteve na quarta-feira em Marília (SP). ‘‘Ele é muito parecido com o retrato falado que a polícia elaborou, mas não existe nada que possa incriminar Ferreirinha nesse caso. Falei com ele por mais de três horas e tenho a certeza de que não é o assassino do empresário.’’ O Instituto de Criminalística também descartou que o revólver calibre 38, encontrado com o suspeito quando ele foi preso, tenha sido a mesma arma que matou Marino.
O empresário foi morto em 18 de dezembro com quatro tiros, quando chegava em sua casa, no centro de Londrina. Na ocasião, o assassino deixou cair o relógio no chão, que depois foi achado pela polícia. O relógio foi experimentado em Ferreirinha e não serviu em seu pulso.
Ferreirinha contou ao delegado que esteve em Londrina visitando seu irmão, Sebastião Jorge Miguel Fereira. Na época, Sebastião estava morando em uma chácara da zona sul da Cidade. Depois de morar em Pedro Juan Caballero (Paraguai), Sebastião está trabalhando em Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) na fazenda de um londrinense, cujo nome a polícia guarda sigilo. Ferreirinha foi preso sob acusação de matar dois empresários de Marília, envolvidos com drogas.

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