O delegado Miguel Stadler, da Homicídios, disse que casos como o de Amauri Vitorino Fra são raros. De acordo com ele, anualmente, são registrados no Paraná uma média de dois a três casos de assasinatos de familiares seguido de suicídio.
Stadler disse que diversos fatores influenciam nesse tipo de assassinato. Na avaliação dele, pressões sociais, desajustes financeiros (dívidas) e, principalmente, possessividade e ciúmes levam uma pessoa explodir, a perder o equilíbrio e controle social.
Para Miguel Stadler, o caso de Amauri Fra não foge à regra. Segundo ele, a carta encontrada na casa do serralheiro – que aponta a possibilidade de triplo homicídio, seguido de suicídio – indica que ele estava emocionalmente desequilibrado.
Trechos da carta:
‘‘A Graciane, adeus. A Aline e Andressa, adeus. Vamos partir todos para um mundo melhor...’’
‘‘...as pessoas que gostam de mim, não estou louco, por isso não me julguem mal...’’
‘‘Estou com a idade que Jesus Cristo tinha quando morreu...’’
‘‘Por favor, me perdoem porque fiz... não aguento mais...’’.
(I.R.)

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