Autoridades da área de segurança não se entendem sobre o local onde cumpre pena o assaltante Marcelo Moacir Borelli, condenado a 192 anos de reclusão. Ele teria sido transferido às pressas da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) no início de setembro, por causa de fortes indícios de que sua quadrilha poderia tentar resgatá-lo. Mas para o Centro de Triagem da Polícia Civil órgão encarregado de autorizar a remoção de presos no Estado , Borelli continuava na PEL até ontem. Isso porque o delegado do Centro, Kioshi Hatanda, recebeu o pedido de remoção do preso há apenas uma semana.
Por outro lado, o assaltante também não está mais na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Para o Departamento Penitenciário do Estado (Depen), Borelli estaria, como foi divulgado, na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), na Região Metropolitana de Curitiba. Porém, essa informação não foi confirmada por uma fonte consultada pela Folha na Penitenciária, no final da tarde de ontem.
Por determinação da Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Vara de Execuções Penais (VEP), agentes federais fizeram a remoção do assaltante. Nenhum órgão de imprensa acompanhou a transferência. Ontem, o delegado da PF, Nilson Antunes, que participou da operação, garantiu que retirou Borelli da cela e o embarcou num vôo comercial da TAM com destino à Curitiba. Um inspetor de segurança da PEL também assegurou que o assaltante foi transferido de Londrina.
Mas, para o delegado Kioshi Hatanda, o assaltante continuava na PEL até ontem. ''Pelo que me consta, ele está em Londrina'', disse. Ele explicou que todos os pedidos de remoção de presos precisam necessariamente de sua autorização e que o pedido específico de Borelli chegou às suas mãos na semana passada. Hatanda completou afirmando que só não assinou a remoção porque não dispunha de vaga.
Por fim, a assessoria da Secretaria Estadual de Segurança informou que consultou a coordenação do Depen, que garantiu que o assaltante estava numa cela individual, em Piraquara. A Folha tentou contatar a direção da PEP no início da noite, mas nenhum diretor foi localizado.

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