O delegado de Sete Quedas (MS), Napoleão Rodrigues Júnior, dispensou as duas enfermeiras do depoimento marcado para ontem, baseado na informação do médico do Hospital e Maternidade Sete Quedas de que o agropecuarista Roberto Benes Cardoso, 25 anos, morto na madrugada do último domingo em Tacuru (MS), teria chegado ao hospital em estado de delírio, balbuciando palavras ininteligíveis. As duas enfermeiras e o médico prestaram os primeiros socorros ao agropecuarista. O principal suspeito do crime é o irmão da vítima, Maurício Cardoso.
Rodrigues, delegado que cuida do caso, disse que a finalidade do depoimento das enfermeiras era descobrir se Roberto Cardoso teria mencionado o nome de alguém, que poderia ter cometido o crime. ‘‘Baseado nas informações do médico, resolvi dispensá-las.’’ Ele pretende concluir o inquérito policial nos próximos 20 dias, deixando o depoimento de Maurício por último.
Três funcionários da fazenda que socorreram Roberto Cardoso - o administrador, a senhora que cuida da casa e o contador - devem prestar declarações à polícia hoje pela manhã. O depoimento do rapaz que teria dado carona ao agropecuarista na noite do crime também será hoje. Morador do Jardim Quebec, na zona oeste de Londrina, Roberto Cardoso foi assassinado em frente à sede da fazenda Nevada, de propriedade de sua família.
A necrópsia, feita pelo Instituto Médico Legal de Londrina (IML), acusou politraumatismo craniano, fratura de costelas, ruptura de baço e hemorragia interna. Na perna direita e no braço, havia sinais de perfuração que indicam que Roberto Cardoso também pode ter sido alvo de arma de fogo. Roberto e Maurício foram vistos pela última vez juntos entre meia-noite e uma hora da manhã de domingo numa discoteca de Sete Quedas, onde teriam discutido.

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