O delegado Maurício de Oliveira vai determinar aos pais da menina Luana Tadaieski, três anos, que o cão da raça rottweiler que a atacou no final de semana seja retirado de casa. Luana foi ferida na cabeça pelo animal quando brincava no quintal de sua residência no bairro Bonfim, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.
A menina permanece internada no Hospital Cajuru. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, a menina não corre risco de vida e seu quadro clínico é estável. A possibilidade de cirurgia plástica só será avaliada depois do desaparecimento de hematomas no rosto de Luana. Durante todo o dia de ontem, policiais civis tentaram localizar mais uma vez o padrasto da garota e proprietário do rottweiler. Conhecido apenas por Edson, o dono do animal não é visto desde domingo. A mãe da menina também não foi localizada pela polícia.
Um vizinho que confirmou ter entregue a intimação para Edson comparecer à delegacia do município informou ao delegado Oliveira que ele é negociante de cavalos e por isso viaja bastante. Edson pode ser indiciado por lesões corporais culposas. Os policiais que estiveram na casa do padrasto de Luana viram o cão rottweiler acorrentado ao lado da casa da família. Maurício de Oliveira disse que a propriedade é cercada apenas com arame farpado. O policial disse que se o cão conseguisse se livrar da corrente teria facilidade para atacar outras pessoas na rua.
Oliveira espera ouvir Edson ainda hoje e determinar que ele construa um canil ou transfira o animal para outro local. Como o terreno é pequeno, o policial acredita que o proprietário terá que levar o rottweiler para um lugar seguro. Um menino de 13 anos que conversou com o delegado disse que Luana foi atacada quando passou perto do cachorro com um gato nos braços. O delegado não acredita nesta tese.

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