Apesar de ser uma operação para inibir o tráfico de drogas, homicídios, roubos e arrombamentos, homens não foram espalhados por pontos estratégicos da Vila Verde. O delegado Walter Baruff Júnior, titular da Divisão de Narcóticos (Dinarc) da Polícia Civil e responsável pela operação, explicou que ao contrário do que foi feito na Vila das Torres e na Vila Parolim são os membros do serviço de inteligência das polícias Militar e Civil que estão trabalhando com mais intensidade. Eles ficarão na Vila Verde de acordo com o delegado por tempo indeterminado.
''Você pode achar que o resultado foi pequeno. Mas esta é uma operação diferente, em que o resultado será visto posteriormente. Os policiais vão buscar informações em contato com o povo. Depois teremos mandados de prisão expedidos. Não adianta ter os mandados em mãos e não termos como embasar as prisões. Vamos trabalhar com resultados efetivos'', disse Baruff. O delegado geral da PC, Jorge Azôr Pinto, acompanhou de perto a operação policial. ''Essa é uma operação que visa especialmente o combate ao tráfico de drogas. Por isso, a Dinarc é que está comandando.''
O delegado geral explicou que as operações policiais serão cada vez mais constantes em Curitiba e Região Metropolitana para inibir o tráfico de drogas e a formação de gangues. Também serão potencializadas as operações em municípios como Londrina e Foz do Iguaçu. ''Não iremos abandonar o interior, que também sofre com o tráfico de drogas e o crime organizado. As operações vão estar ocorrendo onde as estatísticas apontarem que existe necessidade efetiva'', argumentou.
O governador Roberto Requião (PMDB) disse que outros locais estão sendo estudados para que sejam feitas operações policiais. Entre os pontos mais violentos estaria a Vila Guarituba, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. (L.P.)

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