O delegado do 1º Distrito Policial de Londrina, Walter Lemos, descartou ontem a hipótese de que o empresário Antônio Caporali, 79 anos, tenha se suicidado na tarde de 27 de março.
O delegado disse que recebeu informações do Instituto de Criminalística de que nos exames de resíduos feitos nas mãos de Geraldo Fernandes, 28 anos, foram encontrados vestígios de pólvora. Fernandes estava com a vítima no interior da Transpetrol, localizada na Rua Bahia (área central), e também foi atingido por três tiros. Ele ficou internado até ontem no Hospital Evangélico.
Para o delegado, a outra hipótese que descarta suicídio é que os três tiros que atingiram o tórax de Caporali teriam sido disparados a mais de 20 centímetros. ‘‘É quase hipotético alguém disparar três tiros contra si mesmo. Outra evidência que nos ajuda a romper a idéia de suicídio é que um dos tiros atingiu Caporali pelo lado esquerdo e ele era destro’’.
Na tarde de 27 de março, Geraldo foi encontrado ferido em uma sala e Caporali morto em outra sala, quando somente os dois estavam no interior do escritório da empresa Transpetrol. Há mais de um ano Caporali havia vendido a empresa para Geraldo e Admir José Montana. ‘‘Pelas declarações de familiares de Caporali e Admir, o empresário teria ido até a empresa para desfazer o negócio’’.
O delegado adiantou que já tem meios para descobrir os motivos que teriam levado os dois a brigarem. Geraldo deve ser ouvido amanhã.

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