O delegado Fauze Salmen, afirmou ontem, durante audiência na 7ª Vara Criminal de Curitiba, que convocou Joarez França Costa, o ‘‘Caboclinho’’, e Adélio Becker, empresários do setor de autopeças para uma conversa na Delegacia de Homicídios. O objetivo era tentar amenizar o clima de tensão que havia entre os dois. ‘‘Os comentários eram de que um queria matar o outro. Resolvi acabar com a bagunça’’, declarou Salmen.
Caboclinho é acusado de ter sido o mandante de um suposto atentado contra Becker em setembro do ano passado. Antonio Luiz da Silva, conhecido como ‘Zóio’, é acusado de ter efetuado os disparos e de ser pistoleiro de Caboclinho.
Além da suposta ação contra Becker, outro atentado teria acontecido em janeiro deste ano. O carro de Caboclinho teria sido atingido por vários tiros. ‘‘Os comentários davam conta de que os tiros tinham sido dados a mando de Adélio Becker. Depois, nas investigações, descobri que não’’, disse o delegado.
Na conversa com os empresários, Salmen disse que em nenhum momento Becker teria dito que viu o atirador ou mencionado o nome de ‘Zóio’. ‘‘Adélio nem citou este Zóio. O Joarez negou a autoria do atentado. Os dois saíram daqui com uma aparência de terem resolvido os problemas pessoais’’, afirmou. O depoimento do delegado Fauze Salmen foi solicitado pelos advogados de defesa de Caboclinho.
O escrivão de polícia Antonio Olívio da Silva deveria ter comparecido para prestar depoimento na manhã de ontem. Por não ter mandado justificativa, o juiz João Kopytowski – designado para presidir audiências de crimes dolosos contra a vida nas varas criminais – determinou que o policial civil seja intimado para comparecer em audiência marcada para o dia 27 deste mês.
Silva trabalha no 6º Distrito Policial de Curitiba e teria trabalhado no inquérito que apurou o suposto atentado contra Becker. Ele também é testemunha arrolada pela defesa.

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