Delegado defende grupo acusado de matar Evandro
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de abril de 1998
Vânia Casado 
O delegado de polícia Luiz Carlos de Oliveira, que investigou a morte do menino Evandro Ramos Caetano, em 1992, em Guaratuba, deu ontem no Fórum de São José dos Pinhais um depoimento bombástico em favor das rés Beatriz e Celina Abbage. Ele afirmou que todo o grupo acusado (as duas mais cinco homens, incluindo o pai-de-santo Osvaldo Marcineiro) é vítima de uma farsa montada pelo ex-policial Diógenes Ramos Caetano, tio de Evandro. Os advogados de defesa cogitam até abrir mão de outros depoimentos programados, porque acham que o depoimento de ontem eliminou qualquer suspeita sobre as acusadas.
Oliveira disse que ficou convicto da inocência dos acusados a partir do depoimento da mãe de Evandro, que contou à polícia que o menino tinha uma mancha nas costas. Segundo ele, quando foi feito o exame cadavérico no corpo encontrado num matagal de Guaratuba, apontado com sendo de Evandro, não havia mancha alguma.
O delegado disse ainda que estranhou a pressão exercida na época para a polícia não dar atenção ao casal José Teruji e Valentina Andrade, líderes da seita Deus, a grande Farsa, que estava hospedado no Hotel Real, em Guaratuba, na época do crime. Segundo o delegado, esse casal está hoje com prisão preventiva decretada em Altamira, no Pará, por sequestros e mortes de meninos na região.


