Curitiba Para o delegado-chefe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Marcus Vinicius Michelotto, as portas giratórias funcionam por inibir a ação dos bandidos, que ficam desencorajados. O caso mais drástico ocorreu no dia 27 de janeiro, quando uma tentativa de assalto à agência Juvevê do Bradesco resultou na morte da diarista Ana Cristina dos Santos, 25 anos, que era cliente do banco. Outras três pessoas foram feridas.
Para Michelotto, o Bradesco é o ''predileto'' dos assaltantes, por não ter portas giratórias e ser um grande banco. As últimas quatro investidas dos bandidos em Curitiba e região foram em agências do Bradesco. O último assalto ocorreu na terça-feira passada na agência Portão do Bradesco.
Segundo o Sindicato dos Bancários, o Bradesco é o maior banco privado do Brasil. ''Eles se garantem pois o dinheiro está protegido por seguro. E os clientes? Como ficam?'', questiona a presidente da entidade, Marisa Stédile. O Bradesco informou que está de acordo com a lei federal, mas, que, mesmo assim, está estudando a possibilidade de adequar suas agências de Curitiba à lei municipal.
O Sindicato dos Bancários decidiu manter a campanha por mais segurança nos bancos até que o Bradesco estabeleça um cronograma de instalação de portas de segurança em todas as agências.

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