A Corregedoria da Polícia Civil prendeu ontem o delegado de Morretes, Marcos Antônio de Oliveira, acusado de tortura. Oliveira foi detido no fim da tarde, após a autorização da Justiça de Morretes, no Litoral do Estado, e trazido a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, em Curitiba. O delegado é acusado de agredir presos e até de disparar contra a própria delegacia. Não é a primeira vez que Oliveira é acusado de tortura. Há dois anos, seu nome foi citado como responsável pelo mesmo tipo crime, mas na Delegacia de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo o corregedor Adauto de Oliveira, o delegado Marcos Antônio de Oliveira estava sendo investigado há três semanas, quando apareceram as primeiras acusações contra o policial. Uma equipe de corregedoria foi à cidade para ouvir os presos, com quem juntou provas. O corregedor disse que a prisão do delegado só foi realizada agora, quando a Justiça considerou procedente o pedido da corregedoria.
O delegado Marcos de Oliveira estava no comando da delegacia de Morretes há quatro meses. Em 1999, ele comandava a unidade de Campo Largo, onde também foi acusado de tortura. Na época, a denúncia foi feita pela investigadora Raquel Bandeira.
Marcos de Oliveira foi acusado de agredir 10 detentos, junto com mais dois agentes e um escrivão. A investigadora teria até apresentado uma fita cassete comprovando o crime. O delegado foi afastado do caso, enquanto se investigava o caso, mas não foi processado. Em compensação, a Ordem de Advogados do Brasil - seccional Paraná, pediu proteção policial para a investigadora.

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