O secretário de Segurança Pública do Paraná, José Tavares, disse ontem, através de sua assessoria de imprensa, que o delegado-chefe da 10Subdivisão Policial de Londrina, Gilson Garret Algauer, vai permanecer no cargo. Segundo ele, o delegado é um profissional de inteira confiança, sério e muito competente. A substituição de Garret só ocorreria se fosse comprovada alguma irregularidade cometida por ele. O delegado-chefe da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, não quis comentar o assunto.

A polêmica surgiu a partir do pedido de substituição do delegado-chefe de Londrina proposta pelo deputado estadual Moysés Leônidas (PSD). Na quarta-feira, ele enviou um requerimento ao governador Jaime Lerner (PFL) pedindo averiguações na 10 Subdivisão Policial por causa das constantes reclamações da população. ''Precisamos de delegados de carreira e de primeira classe para cuidar de Londrina'', frisou o deputado.

Leônidas garante que não há qualquer interesse pessoal ou político por trás dessa iniciativa. De acordo com ele, sua intenção é responder aos apelos da comunidade de Londrina que está insegura diante de tantas ocorrências. ''A segurança pública está um caos em todo o Estado e no Brasil por falta de equipamentos, mão-de-obra e salários baixos'', comentou. O delegado Gilson Garret não quis comentar o requerimento do deputado ''para não polemizar o assunto''.

Ontem, a Comissão dos Direitos Humanos de Londrina (CDH/LD) emitiu uma nota de apoio ao delegado e ao trabalho dele. Segundo a nota, assinada pelo advogado Jorge Custódio Ferreira, coordenador do CDH/LD, ''o delegado-chefe não tem medido esforços para prestar um serviço de segurança de qualidade, bem como combater o crime organizado que se instalou na cidade''.

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