Da Sucursal

Kraw PenasA vez dos carcereirosServidores penitenciários com faixas e apitos na frente do Presídio do Ahú, em Curitiba: movimento à parteA rotina da Polícia Civil do Paraná voltou ao normal ontem, após uma negociação realizada entre governo e sindicato, no início da noite de quinta-feira. As atividades das delegacias foram retomadas pela manhã e as bombas que abastecem os carros da polícia, lacradas no início da greve, foram liberadas no final da tarde, permitindo à volta das atividades de rua. ‘‘Foi a greve mais curta e ordeira da história da Polícia Civil’’, declarou o delegado-geral, Toleb Baleche Barbosa.
O compromisso de implantação do Plano de Cargos e Salários, uma antiga aspiração dos policiais civis do Paraná, foi o principal motivo para o fim da greve, que durou menos de 24 horas. O presidente do Sindicato das Classes Policiais (Sinclapol), Vitemberg Mendes, ficou satisfeito com o desfecho do movimento e declarou que os policiais ‘‘conseguiram chamar a atenção do público.’’
Durante a reunião realizada entre o chefe da Casa Civil, Giovani Gionédis, Baleche, Mendes e outros representantes do movimento, o governo se comprometeu também a não descontar as horas de trabalho perdidas durante a greve, além de prometer o início da implantação do Plano de Cargos e Salários ainda neste semestre.
‘‘Esta proposta foi elaborada pelo sindicato e estava engavetada havia um ano’’, explicou Mendes. ‘‘Agora temos o compromisso de implantação firmado pelo governo.’’ O plano, segundo informou, consiste num reescalonamento vertical dos policiais, desde o auxiliar de necrópsia até o médico legista, pelo qual todos os pisos salariais serão reajustados. Ele antecipou, por exemplo, que o auxiliar de necrópsia, hoje com salário de R$ 305,00, passaria a receber cerca de R$ 650,00. Na primeira semana de maio os policiais voltarão a se reunir com o chefe da Casa Civil para análise detalhada do plano e encaminhamento deste para a Assembléia Legislativa. ‘‘A votação da nossa proposta deverá acontecer em junho’’, declarou Mendes.
Segundo o delegado-geral, a greve não trouxe nenhum transtorno à segurança da população, já que nenhuma delegacia fechou e o Instituto Médico Legal funcionou normalmente.
Um dos responsáveis pela Delegacia de Homicídios em Curitiba, Waldir Cioch contou que na quinta-feira cerca de 20% dos 25 funcionários compareceram ao trabalho. Ontem pela manhã, segundo informou Cioch, todos os funcionários retornaram ao local de trabalho e a rotina foi retomada normalmente.

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