Delegado dá apoio à Cativa
Delegado dá apoio à Cativa
Lúcio Horta
Milton DóriaVersão oficialpresidente da Cativa, Osmar Buzinhani, e o delegado do Ministério, Mário Bezerra: em defesa do leiteO delegado do Ministério da Agricultura no Paraná, Mário Bezerra Guimarães, afirmou ontem, em Londrina, que a qualidade do leite produzido pela cooperativa de laticínios Cativa é garantida pela fiscalização do governo federal. Ele destacou que os produtos da empresa estão dentro dos padrões exigidos pela legislação federal e em perfeitas condições de consumo.
Quero ratificar o que o Ministério da Agricultura já faz como rotina: o produto que sai daqui a gente garante. E onde existe um serviço de inspeção federal, eu tenho certeza de que o produto, quando sai da empresa, está pronto para o consumo, disse. Bezerra veio à Cidade a convite da própria cooperativa. Ele conversou ontem de manhã com diretores e funcionários na sede da Cativa.
Em abril, a Cativa denunciou tentativa de extorsão supostamente praticada por assessores parlamentares da Câmara de Londrina. Fredemax Mota, apontado como assessor do ex-vereador Jaci Aguiar (PDT), José Rojas Gavilan, ex-assessor do vereador Beto Scaff (PSDB), e Aristeu Rodrigues, ex-assessor de Alvair de Souza (PL), teriam pedido dinheiro à Cativa e à Central Norte, de Apucarana, para não divulgar laudos de análise do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. As análises apontaram presença de coliformes fecais nas amostras dos leites tipo C Cativa e Marcial.
O delegado federal Mário Bezerra e o presidente da Cativa, Osmar Buzinhani, lembraram que o material analisado pelo instituto paulistano foi coletado nos pontos de venda e não na fábrica. Por isso, se houve contaminação, deve ter sido causada por má conservação do produto e armazenamento inadequado, diz Bezerra. A partir daí, eles afirmam, o problema deixa de ser da empresa ou do Ministério da Agricultura e passa a ser da Vigilância Sanitária. Esperamos que essa novela se encerre logo, porque a Cativa é uma empresa que merece o nosso respeito.
Osmar Buzinhani justificou o convite dizendo que não há ninguém melhor do que o Ministério da Agricultura para atestar a qualidade do produto que sai da empresa. Como o produto que está sendo colocado em dúvida pela comunidade é inspecionado, a visita do delegado do Ministério da Agricultura nos dá muita tranquilidade. Ele está assumindo publicamente que o nosso produto não tem problema algum, diz. Ele garante também que já tem em mãos outras oito análises feitas no leite tipo C produzido pela empresa por laboratórios diferentes e que, em todas elas, o leite é aprovado.
A Cativa alega ainda que a fábrica não pode ser responsabilizada quando o ponto de venda não respeita as normas de armazenamento do produto. Ainda assim, lembrou Alfredo Carvalho, gerente comercial da empresa, a Cativa mantém 350 freezers espalhados na Cidade, em pontos de venda, além de promotores de venda que verificam a maneira como o produto está sendo armazenado e orientam os comerciantes.
Carvalho diz também que os freezers recebem manutenção de duas empresas especializadas e contratadas pela Cativa. Nós não descuidamos disso. Quando detectamos um problema, a gente corrige. Mas não dá para controlar tudo. Hoje - ele estima - só em Londrina existem cerca de mil pontos de venda dos produtos da Cativa.





