O delegado do Sicride, Harry Herbert, lamentou a atitude dos policiais do 1º Distrito e da Delegacia de Vigilância e Capturas, que não acionaram imediatamente toda a polícia para tentar prender a mulher que levou a menina. ‘‘Perdemos um tempo precioso’’, disse Herbert, que só ficou sabendo do caso ontem à tarde.
Apesar de afirmar que não quer entrar em polêmica, Herbert disse que o encaminhamento incorreto dado ao caso ‘‘só pode ser coisa de um mau policial, que agiu com má vontade’’. Neste ano, o delegado conseguiu resolver todos os 48 casos de crianças desaparecidas.
O delegado Luís Renato Casca Godói, titular do 1º Distrito, e o superintendente da Delegacia de Vigilância e Capturas, Adilson Xavier, concordaram com Herbert. ‘‘O policial devia ter comunicado o Sicride e acionado toda a polícia’’, disse Godói, referindo-se ao policial do 1º DP. Para Godói, o agente desconhece as normas de procedimento da Polícia Civil. O delegado afirmou que iria identificar o policial que tinha dado a informação incorreta e que ele passaria por um ‘‘curso intensivo sobre os procedimentos das normas policiais.’’
Já Xavier disse que o policial errou ao mandar o casal esperar 24 horas para fazer o registro. Ele, porém, disse que os pais de Jéssica podem ter pedido informação à pessoa errada. O superintendente argumentou que muitos policiais circulam pela delegacia, que é local de abastecimento dos veículos da Polícia Civil. ‘‘Se foi daqui, os pais podem encaminhar uma reclamção que a gente investiga’’, afirmou.
Até o início da noite de ontem nenhuma reclamação sobre o caso havia sido feita na Corregedoria da Polícia Civil. Tanto os pais como o delegado do Sicride podem emcaminhar a denúncia.

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