Delegado começa a ouvir envolvidos em invasão
Delegado começa a ouvir
envolvidos em invasão
Lino Ramos
De Londrina
O delegado do 5º distrito Policial, Jorge Barbosa, começou ontem a tomar os depoimentos no inquérito que apura as responsabilidades pela invasão próximo ao Córrego Sem Dúvida, na zona norte de Londrina.
A ocupação foi iniciada na semana passada por 32 famílias que ocuparam um fundo de vale, mas seugundo o pedreiro Mauro Borges, um dos líderes da invasão, ontem havia ceca de 100 famílias pelo terreno considerado remascente do loteamento Jardim Primavera, pertencente a Senna Construções Ltda.
Além de Mauro Borges, o delegado ouviu ontem Marino Nunes, o Nenzão, também apontado como líder das famílias. De acordo com Jorge Barbosa, Nenzão e Borges disseram à polícia que as famílias entraram no terreno por conta própria. Quando sondavam a área, um homem branco e grisalho que fazia a demarcação de terrenos da Senna Construções teria alegado a eles que poderiam ficar no local, desde que não invadissem a área de loteamento.
Os líderes também disseram ao delegado que esse funcionário estava em um veículo Pampa de cor branca, com a logomarca da construtora. Em conversa sobre o preço dos terrenos, um senhor branco e grisalho disse que não teria problema porque era uma área remanescente, informou Jorge Barbosa.
O proprietário da loteadora, Max Lobato Sales, disse à Folha que a descrição é parecida com a do encarregado de obras da empresa, que desmente essa versão. O funcionário teria sido ameaçado, ficado com medo e assustado. Por isso, teria implorado para que o loteamento não fosse invadido. Não passa pela cabeça de ninguém que o dono mande invadir sua própria área, ironizou.
O empresário, que ontem estava em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, disse que vai aprofundar as informações do funcionário para esclarecer o episódio.





