Delegado-chefe reclama que imprensa exagera em números e expressões
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terça-feira, 27 de agosto de 2002
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Pedro de Jesus Colaço, declarou ontem que está insatisfeito com a forma como as notícias sobre violência têm sido apresentadas pela imprensa local. Segundo ele, os jornalistas erram ao usar o termo ''execução'' para descrever os homícidios que acontecem na cidade e também não estariam colaborando com a Polícia ao descrever o problema de violência de uma forma exagerada.
''O termo 'execução' é muito pesado e depõe contra a cidade. O termo técnico e jurídico é sempre 'homícidio qualificado'. Um crime só pode receber um nome desse depois de uma condenação'', afirmou Colaço. Colaço afirmou que não há sensacionalismo na cobertura policial, mas os jornalistas não estariam ''ajudando''. ''O que acontece é que a violência é preocupante, mas não uma calamidade'', disse.
Colaço argumenta com números de uma matéria do jornal do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), que mostra os dados da violência na cidade em 2001 em comparação a Ribeirão Preto, município de porte semelhante: 116 assassinatos em Londrina no ano passado, contra 480 na cidade paulista. O delegado-chefe é também contrário ao número de assassinatos divulgados pela imprensa. Até o fechamento desta edição, eram 91 homícidios registrados pelas estatísticas dos meios de comunicação, mas, segundo Colaço, o Serviço de Estatística da 10 SDP mostra um dado menor: seriam 80 assassinatos. Colaço disse ter total confiança nos números do Serviço e acha que a imprensa está computando erroneamente homícidios em cidades próximas ou até suicídios. Porém, a Folha mantêm um levantamento onde são computados somente os casos de homicídio na cidade de Londrina.


