Delegado-chefe diz que há defasagem em todo Estado
O delegado-chefe da Divisão da Polícia do Interior, Adir Proença Correia, evita dar números de investigadores de Londrina, alegando questões de segurança. Ele afirma apenas que o efetivo é superior a 57, contrariando dados do Sindicato da Polícia Civil (Sindipol).
Correia reconhece a defasagem de policiais não só em Londrina, mas no Estado todo. Segundo ele, o quadro de investigadores da Polícia Civil é o mesmo de 1982 - 3.060 pessoas. Além da população no Paraná ter aumentado, o problema se agrava porque do total de vagas, apenas 1.600 estão preenchidas. É um problema sério para a Polícia Civil e tira totalmente o poder de combate à criminalidade, ressalta.
O delegado-chefe acredita que em Londrina parte do problema será solucionado com o funcionamento da prisão provisória e, em seguida, com a construção da Cadeia Pública de Londrina.
Parte da defasagem no Estado será resolvido com o concurso para escrivães e investigadores - são 718 vagas para investigadores. Correia explica que no caso de investigadores, o exame está praticamente encerrado. Só falta ser publicado, relata.
Depois, os aprovados terão de fazer um curso preparatório para depois começarem a trabalhar, o que deve acontecer somente no próximo ano. A Lei Eleitoral proíbe nomeações antes da posse do novo governador, informa. Correia diz que está sendo tentado junto ao Governo a viabilidade de abrir novas vagas.
O delegado informa que, de acordo com dados de abril deste ano, são 840 investigadores em Curitiba contra 725 em todo o interior do Estado. Ele não considera o número na capital excessivo. Curitiba tem 1,5 milhão de habitantes e, muitas vezes, os policiais são deslocados para atender problemas no interior.





