A esperança da diretora de patrimônio histórico da prefeitura de Londrina, Vanda de Moraes, de que a antiga Cadeia Pública de Londrina finalmente tenha um destino, é a aprovação de uma lei municipal que irá possibilitar o tombamento histórico de imóveis pelo município.
Ela explica que o prédio do cadeião, a exemplo de vários outros imóveis, está inventariado pelo Patrimônio Histórico de Londrina, mas o tombamento só pode acontecer depois de a lei, que faz parte do Plano Diretor do município, ser aprovada e promulgada. A discussão do novo Plano Diretor, de acordo com a assessoria de comunicação da Câmara de Vereadores, deve acontecer entre outubro e novembro, caso não haja nenhum problema na documentação a ser enviada pela prefeitura.
''Cada administração que entra na prefeitura tem uma idéia diferente para o prédio. Até mesmo o governo do Estado já acenou com alguns projetos, como transformar em uma escola de música. A verdade é que a lei municipal definindo os critérios para tombamento vai nos permitir estruturar esse departamento na Secretaria de Cultura. Atualmente, faço todo o trabalho sozinha, não tenho nem estagiário. O correto seria uma equipe, com engenheiro e arquiteto para termos condições, por exemplo, de fazermos um projeto para o cadeião'', comenta Vanda.
Procurado pela reportagem, o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, que trabalha no prédio anexo ao antigo cadeião, disse que precisa analisar melhor a situação jurídica do edifício.
''Isso aqui não é tombado? Desde que cheguei a Londrina recebo a informação de que o prédio é tombado pelo Patrimônio Histórico'', comentou. Sobre os objetos apreendidos que estão armazenados nas celas, o delegado-chefe explicou que aguardam decisão judicial. ''Esses objetos já estão ali há muito tempo, mas se for preciso tirar podemos fazer isso imediatamente'', destacou Barroso. Na opinião dele, o antigo prédio faz parte da história da cidade e deve ser restaurado e servir como museu ou ter outro destino ligado à área cultural. (W. S.)

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