Delegado-chefe acha inviável fechar DPs
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 1997
Da Redação 
O delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial, Leonyl Ribeiro, diz ser impossível a interdição dos 2º, 3º, 4º e 5º distritos policiais, proposta pelo promotor da Vara de Execuções Penais, Hélio de Oliveira Cardoso. O promotor deu seu parecer para a interdição baseado em um laudo do Instituto de Criminalística, denunciando que os distritos infringem as normas de segurança, higiene e ocupação das celas.
Cardoso propõe que, após o fechamento, os presos sejam distribuídos nas cadeias públicas e distritos da região. A ordem para interdição depende agora do juiz da Vara de Execuções Penais e Corregedor dos Presídios, Roberto Ferreira do Valle. O juiz convocou para segunda-feira o delegado Leonyl e o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Marino Ari Burille, para discutir o assunto.
Entendo perfeitamente a preocupação do promotor Cardoso em agilizar uma fórmula para o problema nos distritos, que colocam constantemente em perigo a segurança do londrinense, devido às fugas. Mas, pelos dados que tenho em mãos, não existe infra-estrutura policial na região para suportar a distribuição dos presos, afirma o delegado. Ele questiona a falta de policiais para fazer a guarda dos presos e a dificuldade para alimentá-los nas cidade da região. Segundo ele, o Estado paga apenas R$ 0,80 por dia por cada preso.
Com este valor temos que dar almoço, café e janta para eles. Aqui em Londrina ainda temos meios de diminuir o problema, com ajuda da comunidade. Em outras cidades vai ser difícil encontrarmos este tipo de apoio da população. Para o delegado, só a construção da Cadeia Pública resolverá o problema.
No laudo também consta que os responsáveis pela construção dos distritos não obedeceram os padrões de segurança. Os peritos que fizeram o levantamento dos distritos afirmaram que a espessura das paredes, conforme os projetos, deveria ter, no mínimo, sete centímetros de espessura. Na realidade, as paredes não alcançam seis centímetros de espessura. Cardoso solicitou ontem ao promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, que acione os responsáveis pela construção dos DPs.


