Delegado assume com atentado à bala
Dimitri do Valle
De Curitiba
A delegacia de polícia de Rio Branco do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), foi alvo de atentado à bala um dia antes da posse do novo delegado, Sebastião Gaspar. A porta da sala do delegado foi atingida por um tiro. A provável arma é uma escopeta calibre 12. O horário em que o disparo foi feito é desconhecido. Nenhum policial civil que estava de plantão percebeu a ousadia do atirador. Ele pode ter agido entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira.
O atentado aconteceu num momento em que a delegacia passa por troca de comando. Sebastião Gaspar, 43 anos, assumiu a função deixada por Hilário Trigo. Ele foi afastado pela direção da Polícia Civil por suspeita de envolvimento com o empresário Juarez Costa França, o Caboclinho, acusado de chefiar desmanches de automóveis furtados na RMC.
Sebastião Gaspar disse que só percebeu os danos provocados pelo tiro quando chegou à delegacia na manhã de segunda-feira. Se esse tiro foi para mim, não me assustou, disse. O novo delegado de Rio Branco do Sul não forneceu detalhes sobre o atentado. Alegou sigilo para não atrapalhar as investigações. Esta história está muito nebulosa e será averiguada.
A posse de Gaspar na tarde de ontem foi acompanhada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro. O chefe da corporação anunciou que a delegacia de Rio Branco do Sul receberá reforços. Seis investigadores e um escrivão serão nomeados. Atualmente, quatro policiais e um escrivão trabalham na delegacia.
Estamos carentes de funcionários, mas aqui será uma de nossas prioridades, anunciou Ribeiro. O delegado-geral informou que os efetivos do Grupo Força de Repressão Antitóxicos (Fera) e do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) também estarão à disposição de Gaspar. Dez casos de homicídios sem solução e o cemitério clandestino de motores encontrados nas terras do prefeito de Rio Branco do Sul, João Dirceu Nazzari, terão atenção especial do novo delegado.
Há uma semana, Gaspar também vem recebendo denúncias anônimas de que haveria um cemitério clandestino onde estariam sepultadas vítimas do crime organizado na cidade. Para facilitar a elucidação do mistério, o delegado anunciou que irá criar um sistema de disque-denúncia na delegacia. A previsão é de que o serviço comece a funcionar na próxima segunda-feira.





