Londrina
O delegado do 4º Distrito Policial (zona sul), Joaquim Antônio Melo, foi designado ontem para apurar o incêndio e furto de US$ 13 mil, ocorrido anteontem de manhã, no apartamento do vereador Osvaldo Bergamin (PMDB), na área central. Nesta semana, o delegado deve começar a ouvir a vítima e testemunhas para apurar o caso.
A nomeação foi feita pelo delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Acácio de Azevedo, que designou ainda uma equipe da central para participar das investigações. Ele explica que a instauração do inquérito independe de que a vítima registre queixa, por se tratar de um ‘‘crime de alçada pública’’. O vereador disse que compareceria hoje à delegacia registrar queixa.
O incêndio começou por volta das 10h30, no quarto do casal. Os bombeiros foram chamados e conseguiram extinguir o fogo. A pedido do vereador, eles retiraram do quarto um terno onde estariam guardados R$ 23 mil. Osvaldo Bergamin percebeu que faltavam R$ 13 mil. O Corpo de Bombeiros e a viatura foram revistados, e nada foi achado. O comando dos bombeiros instaurou inquérito para apurar o caso.
O Instituto de Criminalística esteve no local do incêndio e ontem concluiu o laudo sobre o caso. O chefe do setor de engenharia legal do Instituto, Luciano Bucharles, diz que o incêndio foi resultado de ação humana intencial. ‘‘Alguém ateou fogo.’’ Os peritos descobriram que o fogo teve início em um único foco, entre a cama e o armário.
Acácio de Azevedo explica que o delegado Joaquim tem 30 dias para concluir o inquérito. Ele relata que o trabalho tem o objetivo de descobrir quem provocou o incêndio e também o autor do furto.
Osvaldo Bergamin diz não suspeitar de ninguém. ‘‘Em nenhum momento acusei o Corpo de Bombeiros’’, afirma. ‘‘Espero que a Polícia descubra o autor.’’

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