O delegado do 4º Distrito Policial de Londrina, Joaquim Antonio de Melo, recebeu no final da tarde de ontem pedido para instauração do inquérito que irá apurar se houve falsificação de assinaturas de funcionários contratados irregularmente no ano passado pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). Dos 43 funcionários citados por improbidade administrativa, cerca de dez não reconheceram suas assinaturas nos recibos de pagamento.
Segundo o delegado, o inquérito deve ser instaurado somente no início da semana que vem. ‘‘Recebi vários documentos e tenho que lê-los para tomar conhecimento do caso’’, comentou. Ainda de acordo com o delegado, a princípio trata-se de crime de falsidade ideológica.
O pedido para que houvesse investigação sobre as assinaturas partiu do promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, que investigou as contratações irregulares por mais de um ano. Ele propôs uma ação civil pública, que tramita na 10ª Vara Cível e na qual também estão citados vários diretores e o ex-presidente da Comurb, Cléber Tóffoli, além dos vereadores Célio Guergolleto (PMDB), Carlos Kita (PTB), Jorge Scaff (PDT) Orlando ‘Bonilha’ Soares Proença (PDT) e o ex-vereador Jaci Aguiar (PDT).
O caso também está sendo investigado por uma Comissão Especial de Inquérito, na Câmara, presidida pelo vereador Flávio Vedoato (PPB). O nome de Vedoato foi cogitado para que prestasse esclarecimento à CEI após seu assessor Antonio Aguilhera ter dito, em depoimento a Galatti, que indicou três nomes para serem contratados pela Comurb.
No depoimento, o assessor inocentou Vedoato, dizendo que tinha autonomia para fazer as indicações. ‘‘Esses nomes não foram indicados por mim e eles não trabalharam no meu gabinete como foi divulgado’’, garantiu o vereador.

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