Delegado apura entrada de armas em cadeia
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segunda-feira, 22 de abril de 2002
Gilmar Agassi Equipe da Folha 
Cascavel - O delegado-chefe da 15ª Subdivisão Policial de Cascavel, Valmir Soccio, abriu ontem sindicância interna para apurar como duas armas entraram na carceragem da cadeia pública e chegaram às mãos dos detentos que iniciaram a rebelião do último sábado. O delegado não quis dar detalhes, mas disse que já existem indícios de como o problema aconteceu e reconheceu que houve falhas na carceragem.
A rebelião ainda causou confusão ontem na cadeia pública. Os dois detentos, Dalvez Muniz da Silva e Anderson Rodrigues Fernandes, acusados de terem iniciado a rebelião, quiseram tirar satisfação com outros presos que teriam delatado seus nomes, e mais uma vez a Polícia Militar precisou ser acionada. Os presos foram levados novamente para o pátio e as celas foram revistadas, mas nenhuma arma foi encontrada.
Soccio disse que os dois detentos que iniciaram a rebelião foram autuados em flagrante e, possivelmente, serão transferidos nos próximos dias para uma delegacia da região.
Segundo o delegado, os detentos estão reivindicando a transferência para penitenciárias daqueles que já foram julgados pela Justiça. Ele observa que a capacidade da cadeia pública é para 140 presos, porém mais de 330 estão dividindo as celas atualmente. Uma solução seria a Penitenciária Industrial de Cascavel, mas a burocracia na escolha dos detentos dificulta as transferências.
A rebelião do último sábado começou depois que o policial Sérgio Moraes abriu o portão que dá acesso às celas para retirada do lixo. Os detentos conseguiram estourar o cadeado de sua cela e começaram a atirar. Moraes foi atingido por três disparos e levado ao Hospital Universitário (HU), onde permanece internado. Após mais de três horas de negociação, os detentos aceitaram se entregar.


