O delegado de Cambé (13 km a oeste de Londrina), Antônio do Carmo, disse que as primeiras hipóteses levantadas para as causas do atropelamento que matou duas gêmeas anteontem, apontam negligência da mãe, Sueli Alves. As irmãs Thaís e Tainara Alves Munhoz morreram depois que o carrinho em que eram levadas foi colhido pelo ônibus conduzido por Edson de Jesus Navarro Gomes, na Avenida Roberto Conceição, de Cambé. O delegado disse que várias testemunhas foram arroladas, mas por enquanto só o motorista do ônibus foi ouvido.
Ele informou ainda que como geralmente ocorre em processos de acidentes automobilísticos, Edson Gomes vai responder por ação culposa, ou seja que não teve a intenção de cometer. Carmo afirmou que pelo modelo do ônibus o motorista não tinha condições de visualizar o carrinho com as duas meninas que estava na pista. O ônibus transportava funcionários da Rota Máquinas Agrícolas.
Segundo informações do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a empresa proprietária do ônibus, Corniane Transportes Ltda, de Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina) possui veículos licenciados para o transporte intermunicipal de passageiros. O ônibus que se envolveu no acidente, entretanto, ainda não possuía a licença. A empresa, segundo o DER, já havia entrado com o processo de registro, mas a documentação não havia sido liberada. A Folha tentou falar com a direção da Corniane, que não retornou as ligações.
O gerente de Recursos Humanos da Rota Máquinas Agrícolas, Luiz Carlos Garcia, considera muito bom o serviço de transporte dos funcionários prestado pela empresa de Sertanópolis, contratada há pouco mais de um ano. O motorista do ônibus já havia trabalhado na empresa. Garcia diz que o caso foi uma fatalidade.

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