Delegado anuncia novo inquérito
Delegado anuncia novo inquérito
Ele está fazendo
investigações
voluntárias do caso,
diz delegada de SC
Adriana Ribeiro
Mauro Frasson
Denilson Pires, com o revólver: Depois que denunciamos a morte
do Tigrinho ando com isso para garantir minha segurançaO delegado titular do Distrito Policial de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, José Carlos de Oliveira, promete divulgar em breve uma nova informação sobre o caso Tigrinho. A novidade partirá de mais um inquérito policial que será aberto pela polícia paranaense para apurar falsificação de documentos.
Segundo ele, a partir disso, será possível saber como foi tramada a morte do sindicalista Aristides da Silva, o Tigrinho, ex-presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), que foi assassinado com sete tiros nas costas, no dia 14 de março deste ano, em Itapoá (SC).
O inquérito que apura o homicídio está sob a responsabilidade da 3ª Delegacia de Polícia de Joinville (SC). Segundo a delegada Maria de Fátima Souza, responsável pela investigação, ainda não existem informações que possam levar a um pedido de prisão preventiva de algum suspeito. Maria de Fátima informou que virá a Curitiba colher depoimentos, inclusive do delegado José de Oliveira, que fez investigações voluntárias do caso, por ser amigo de Tigrinho.
Em dois meses de trabalho, Maria de Fátima diz ter interrogado várias pessoas, entre elas a esposa e a cunhada de Tigrinho, que estavam no bar da Associação dos Funcionários do Sindimoc, onde ocorreu o crime.
Para o presidente do Sindicato, Denilson Pires, a polícia está demorando para achar os responsáveis pelo crime. Até agora pouco foi feito e tememos por nossas próprias vidas, comentou. Com a morte do sindicalista, Denilson Pires assumiu a presidência do Sindimoc. Depois de receber algumas ameaças de morte, ele passou a andar armado. Nunca precisei usar isto. Mas desde que denunciamos a morte do Tigrinho ando com isso para garantir minha segurança, disse.
O problema, segundo ele, é que a Justiça nem sempre cumpre seu papel. Ele refere-se ao menor que matou o cobrador Bernardino Alves de Melo, na noite de terça-feira. Este menino esteve preso no começo do mês. Se ele não tivesse sido solto, não teria assassinado o trabalhador, criticou. Acredito que a partir de agora os índices de violência diminuirão na cidade. A prisão destes marginais prova que a polícia está atenta, disse.





