As atividades do Instituto Médico Legal (IML) de Apucarana foram paralisadas ontem. O funcionamento do órgão - subordinado à 17ª Subdivisão Policial de Apucarana - é de responsabilidade do Estado. Mas há 9 meses vinha sendo mantido pela Secretaria Municipal de Saúde.
Com a decisão da prefeitura de deixar de bancar a manutenção do IML, devido à falta de médicos legistas, todos os casos de morte violenta serão encaminhados para Londrina ou Maringá. O anúncio foi feito ontem pelo delegado Otacílio Bovolin. Ele disse que espera a colaboração de médicos apucaranenses para o atendimento dos casos de lesões corporais e violência sexual.
Para não deixar que o órgão paralisasse as atividades, a prefeitura pagava dois médicos e fornecia combustível para a viatura que transporta cadáveres. Até o mês passado, o IML funcionava em local improvisado, numa sala cedida pela Autarquia Funerária Municipal. Sem dispor de funcionários, o instituto recorria ainda aos serviços de dois investigadores da 17ª SDP.
‘‘Atendíamos uma média de 10 casos por dia e, a partir de agora, esperamos contar com a colaboração do IML de Londrina ou Maringá, para onde pretendemos encaminhar todos os casos’’, lamentou ontem o delegado Otacílio Bovolin.
O delegado pretende conversar hoje com o médico Francisco Miguel Roberto Moraes Silva, diretor geral do IML no Estado. Silva estará hoje em Apucarana para acompanhar a exumação do cadáver do banqueiro do jogo-do-bicho Mário Kazuo Tamiya, solicitada em inquérito policial que apura as circunstâncias de sua morte.
A solicitação foi feita pelo delegado de Rolândia, Antônio do Carmo, como forma de esclarecer definitivamente qualquer dúvida em relação à causa da morte de Tamiya. De acordo com a versão oficial, o bicheiro morreu no dia 16 de dezembro de 1996, vítima de um ataque de três cães dele, da raça Mastim Napolitano.
A reabertura do inquérito foi exigida pela família de Tamiya, que sofreu quatro atentados depois da morte do banqueiro do bicho. Duas residências dos Tamiyas foram atingidas por disparos de armas e coquetéis molotov.
Na exumação do corpo, o diretor geral do IML no Estado, Francisco Miguel Roberto Moraes Silva, terá o auxílio de dois médicos legistas do IML de Londrina.

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