O delegado Jorge Barbosa, do 5º Distrito Policial de Londrina, já descartou a hipótese de homicídio na morte de Alexandre Alves do Carmo, 21 anos, baleado na cabeça na noite do último dia 30. Para Barbosa, que já ouviu várias testemunhas, as evidências são de que o rapaz tenha mesmo morrido por causa da ''brincadeira'' conhecida como roleta russa.
O caso aconteceu por volta das 22 horas, em uma casa na rua Manoel Cardoso, no jardim Novo Horizonte (zona norte). Alexandre, morador do
jardim Ana Rosa, em Cambé (13 km a oeste de Londrina), teria chegado àquela residência acompanhado por outros três rapazes. Segundo as testemunhas, Alexandre queria vender um revólver calibre 38 e, enquanto os três rapazes estavam em uma praça em frente à residência, ele teria começado a brincar de roleta russa com a arma, municiada com apenas uma bala. ''Na segunda vez que disparou a arma, o projétil saiu, acertando-o na cabeça'', disse o delegado.
Para Jorge Barbosa, não há mais dúvidas que não houve outro envolvido no caso, a não ser o próprio Alexandre. ''Pelo que as testemunhas me disseram, o Alexandre estava alcoolizado, já teria chegado em Londrina assim'', afirmou. Mas o delegado disse que ainda vai ouvir duas outras testemunhas e esperar os laudos periciais antes de concluir o inquérito.

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