Delegado acusa sem-terra de sequestro de ônibus
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quarta-feira, 17 de março de 1999
Márcio W. Varella 
O delegado Ariovaldo Cortiano, de Itaguajé (110 km ao norte de Maringá), disse que três sem-terra foram presos ontem no assentamento Salete, próximo à cidade, acusados de terem sequestrado um ônibus escolar da prefeitura local que levava 40 estudantes para a zona rural do município.
Segundo o delegado, às 12 horas de ontem, no centro da cidade, os três sem-terra ameaçaram o motorista do ônibus com facas e facões e levaram o veículo para dentro do assentamento, inclusive os estudantes.
Ainda segundo o delegado, eles queriam chamar a atenção da prefeitura para que a estrada do assentamento fosse asfaltada.
Policiais civis e militares teriam negociado com os sem-terra, que liberaram o veículo às 14 horas. Foram presos em flagrante os sem-terra Vílson Vasquez, 39 anos, Pedro Alonso Sales, 25 anos, e Valdir da Silva, 36 anos.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) não confirmou o sequestro e nem as prisões. O escritório do movimento em Querência do Norte, através de um dos coordenadores, Juliano de Oliveira, negou a informação do delegado. Não estamos sabendo de nada, garantiu ele. Em Curitiba, a coordenação estadual do MST também negou o sequestro e as prisões.
O caminhoneiro Leandro Garcia Rosa sumiu ontem com uma carreta carregada de tratores e equipamentos agrícolas, entre o distrito de Iguatemi, em Maringá, e a praça de pedágio de Presidente Castelo Branco (26 quilômetros a noroeste de Maringá). A denúncia foi feita pelo companheiro de viagem dele, Dorinho Lussani, na delegacia de Castelo Branco. Segundo Lussani os dois vinham de Caxias do Sul (RS), com destino a Roraima. A ordem da empresa (Transportadora Carniel, de Caxias), é da gente andar sempre junto, disse à polícia. No trecho urbano de Mandaguaçu, um caminhão passou Rosa e ficou entre as duas carretas, quando Lussani perdeu o contrato com o companheiro.


