O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André, acredita que, apesar do triste recorde, a área de segurança evoluiu em Londrina em 2003. Ele afirma que o ano só bateu a marca de 2002 porque os primeiros meses acompanharam uma tendência de crescimento da violência que vinha desde o ano anterior.
Em janeiro, foram 22 assassinatos. Em fevereiro, mais 20 homicídios, mesmo número de março. André explica que, a partir de meados do ano, a estratégia da Polícia Civil entrou nos eixos e, graças a atuação de grupos como a Força-Tarefa especializada em assassinatos, houve uma redução na criminalidade. Outubro fechou com 11 homicídios, novembro com 10 e dezembro contabilizava 11 até ontem à tarde. O primeiro semestre computou 114 mortes violentas; no segundo, 78 até ontem.
''Quando assumi a chefia da 10 SDP (em janeiro), havia apenas um delegado-operacional. Hoje, são mais profissionais nesta função. A maior parte dos homicídios foi solucionada. Além dessa mudança no trabalho, sentimos maior participação da comunidade, que passou a acionar mais o disque-denúncia. A imprensa auxiliou, ao divulgar com destaque as prisões dos autores dos crimes, o que inibiu novas ocorrências'', explica o delegado-chefe.
Segundo André, um resultado desse fenômeno foi a alteração do perfil dos crimes. ''Até agosto, a maioria dos homicídios estava relacionada ao tráfico. Hoje, com os criminosos apreensivos, a maior parte dos assassinatos pode ser descrita como ocasional. Não dá para prevenir este tipo de ocorrência'', opina.

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