Delegada quer endereço exclusivo
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quarta-feira, 13 de agosto de 1997
Curitiba 
Mesmo as delegacias que ainda não tiveram a idéia - ou a iniciativa - de buscar o apoio dos empresários também sonham com uma estrutura melhor de atendimento. No caso da Delegacia da Mulher, que funciona no mesmo prédio das divisões especiais da Polícia Civil, os planos são de mudar para um local que permita um atendimento com maior privacidade. Como as histórias relatas pelas mulheres envolvem sempre questões emocionais, a intenção é ter uma sede com espaço suficiente para permitir que o registro das ocorrências seja feita com discrição.
A mudança da Delegacia da Mulher já vem sendo estudada há tempo pela Polícia Civil, que também se prepara para deixar o atual edifício da Rua Marechal Deodoro, em péssimas condições de conservação. Pelo estado do prédio, a reforma de todas as salas dos 14 andares do edifício provavelmente será mais cara do que a mudança total de sede.
Segundo a delegada da Delegacia da Mulher, Darly Rafael, a atual sala do plantão, onde as queixas são registradas, acaba inibindo muitas mulheres. Algumas sentem vergonha de contar, na frente de todos, a violência que sofreram. A casa que está sendo sondada para ser a nova sede da Delegacia, na Rua Carlos Cavalcanti, teria locais fechados para o registro das queixas. Isto pode encoragar relatos mais verdadeiros e com mais detalhes, o que ajuda a investigação, defende a delegada.
No atual prédio onde funciona a delegacia, os elevadores costumam estar sempre estragados. Com mais de 40 anos, o edifício até hoje sofre poucas reformas. A última manutenção, segundo alguns funcionários, foi há mais de dez anos.


