Delegada procura cúmplice de 'Doido'
Lúcio Horta
Da Redação
A Polícia Civil de Londrina procura uma outra testemunha da morte da menor Greice Carolina da Silva Melo, 5 anos, que teria sido estuprada e morta pelo catador de papel Ademir Justino da silva, o Doido. A delegada Waldete Testoni, do 2º Distrito Policial, responsável pelo caso, disse que pretende ouvir, antes de concluir o inquérito, um rapaz identificado apenas como Catatau e que, teria ajudado Doido a esconder o corpo de Greice numa tubulação de esgoto. Catatau está desaparecido desde a semana passada, quando soube que o catador de papel se apresentaria à polícia.
Waldete Testoni afirma ter a certeza de que Greice foi estuprada pelo catador de papel antes ou depois de ser assassinada. Laudo do Instituto Médico Legal (IML), divulgado anteontem, informava que, pelo adiantado estado de putrefação do corpo da menina, não seria mais possível confirmar se houve ou não violência sexual. O corpo ficou uma semana desaparecido. Testoni acredita que houve estupro porque a menina, quando foi encontrada, estava com as pernas abertas e o joelho dobrado.
Segundo a delegada, o laudo do IML também aponta que Greice foi perfurada 19 vezes por um objeto pontiagudo e que provocou feridas perfuro-contusas no peito, garganta e braço. Esse tipo de ferimento, ela disse, pode ser provocado por faca como teria dito Doido em seu depoimento ou por qualquer outro objeto perfurante, como um espeto ou mesmo uma chave de fenda. O laudo não determina a arma usada, afirmou.
O crime ocorreu no dia 2 de setembro no Jardim Santa Fé (zona leste). Greice era filha da ex-companheira de Doido, Marineide Melo. Ele disse à polícia que matou a menina para se vingar da mãe. Depois, o corpo foi escondido numa tubulação de esgoto. Doido acabou preso, confessou o crime e também morreu sábado passado depois de ser espancado por outros detentos da Prisão Provisória de Londrina.
A morte de Doido também está sendo investigada pelo delegado do 6º DP, Eurico Hummig Filho. Ele disse esta semana à Folha que já identificou os oito presos que lideraram o linchamento. O delegado ontem estava de folga e hoje deve receber o laudo do IML que apontou a causa da morte do catador de papel.





